Fundos de FIDCs superam CDI em 2 anos e atraem investidores
Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) apresentaram rentabilidade de 118% do CDI em 24 meses, destacando-se no mercado de crédito privado e atraindo investidores em busca de retornos elevados.
Pontos principais
- FIDCs renderam 118% do CDI em 24 meses, superando fundos de crédito privado high grade e high yield.
- Em março, FIDCs acumularam ganho de 113% do CDI, enquanto outros fundos tiveram desempenho inferior.
- A ausência de cota atualizada diariamente (marcação na curva) proporciona menor volatilidade aos FIDCs.
- Family offices buscam FIDCs pela alta rentabilidade, que pode ser de 3% a 4% acima do CDI.
- A falta de informes mensais em 76 FIDCs, totalizando R$ 37 bilhões, levanta preocupações sobre transparência.
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) têm se destacado no mercado financeiro brasileiro, registrando uma rentabilidade de 118% do CDI nos últimos 24 meses. Esse desempenho supera o de outros fundos de crédito privado, como os de categorias high grade e high yield, e atraiu a atenção de investidores em um cenário de estresse no mercado de crédito. Mesmo em março, um período de turbulência financeira, os FIDCs acumularam um ganho de 113% do CDI, enquanto outros fundos apresentaram resultados inferiores.
A atratividade dos FIDCs é impulsionada por sua menor volatilidade, resultante da ausência de cota atualizada diariamente, conhecida como marcação na curva. Essa característica oferece maior previsibilidade de retornos, com family offices, como a Mirabaud, buscando esses fundos por sua alta rentabilidade, que pode ser de 3% a 4% acima do CDI. Contudo, a complexidade da estrutura dos FIDCs exige análise aprofundada, e a falta de transparência regulatória, evidenciada pela ausência de informes mensais em 76 fundos que somam R$ 37 bilhões, representa um alerta para os investidores.
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