Ata do Copom e perspectivas para Selic marcam análise da XP
Relatório da XP projeta cortes graduais na Selic e analisa desafios no setor imobiliário e estratégias de crescimento da Vale.
Pontos principais
- Ata do Copom aponta inflação acima da meta, mas em trajetória de convergência.
- XP estima Selic em 13,25% ao final de 2026 e 11,50% em meados de 2027.
- Desaceleração no crédito imobiliário de baixa renda é tratada como questão de execução.
- Vale prioriza produção de cobre sem necessidade imediata de IPO para a unidade de metais básicos.
- Investimento Direto no País somou US$ 88,4 bilhões nos 12 meses encerrados em julho de 2026.
O Banco Central divulgou a ata do Copom reforçando que, embora a inflação permaneça acima da meta, o cenário aponta para uma trajetória de convergência. Analistas da XP projetam que o ciclo de cortes na taxa Selic seguirá um ritmo de 0,25 ponto percentual por reunião, com a taxa básica de juros atingindo 13,25% ao final de 2026 e 11,50% em meados de 2027. O relatório também destaca que o Investimento Direto no País manteve resiliência, alcançando US$ 88,4 bilhões no acumulado de 12 meses até julho de 2026.
No setor corporativo, a desaceleração nos financiamentos imobiliários de baixa renda pela Caixa é interpretada como um problema temporário de execução, e não como uma falha estrutural do mercado. Paralelamente, a Vale mantém o foco estratégico no aumento da produção de cobre através da Vale Metais Básicos. A mineradora descartou a necessidade imediata de buscar financiamento externo ou realizar um IPO para sustentar seus planos de expansão na divisão de metais básicos.
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