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Ativistas denunciam tortura e prisões em operação contra LGBT+ na Turquia

Governo turco prende quase 200 pessoas em operação contra grupos LGBT+, gerando denúncias de tortura e violações de direitos humanos.

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Foto: G1 Mundo
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24/09 às 03:31

Pontos principais

  • Operação governamental iniciada em 12 de setembro resultou em quase 200 detenções de ativistas LGBT+.
  • Detidos relatam condições precárias, incluindo tortura, isolamento e privação de água.
  • Governo justifica as medidas como proteção à moral pública e à instituição da família.
  • Protestos em Istambul, Ancara e Izmir foram reprimidos com violência, com 126 prisões adicionais.
  • Conselho da Europa expressou preocupação com as restrições aos direitos humanos no país.

O governo da Turquia iniciou uma operação repressiva contra organizações LGBT+ e grupos de apoio a pessoas com HIV em 12 de setembro. A ação resultou na detenção de quase 200 indivíduos, sob a justificativa oficial de proteger a moral pública, a instituição da família e os interesses das crianças. Ativistas denunciam que os detidos enfrentam condições desumanas, incluindo relatos de tortura, confinamento em solitárias e privação de água por até cinco dias.

Manifestações organizadas em Istambul, Ancara e Izmir para repudiar as incursões foram dispersadas pela polícia com uso de força, resultando em pelo menos 126 prisões adicionais. O Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa manifestou profunda preocupação com a escalada das restrições e as violações de direitos fundamentais no país. A situação permanece sob monitoramento internacional enquanto organizações locais buscam apoio jurídico para os detidos.

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