Turquia bloqueia contas de organizações LGBTQIA+ no X
Governo turco solicita ao X o bloqueio de mais de dez perfis de ativistas e organizações LGBTQIA+ no país, restringindo o acesso local ao conteúdo.
Pontos principais
- Mais de dez contas de ativistas e grupos LGBTQIA+ foram bloqueadas na rede social X a pedido do governo turco.
- A medida afeta organizações como a Kaos GL e o advogado Levent Piskin.
- O acesso aos perfis restringidos na Turquia agora exige o uso de ferramentas como VPN.
- A ação integra uma política de endurecimento do governo de Recep Tayyip Erdogan contra grupos LGBTQIA+.
- Cerca de 40 contas ligadas a movimentos feministas e LGBTQIA+ já haviam sido restringidas pelas autoridades em junho.
O governo da Turquia solicitou ao X, rede social anteriormente conhecida como Twitter, o bloqueio de mais de dez contas pertencentes a organizações e ativistas LGBTQIA+. Entre os perfis afetados pela medida estão a organização Kaos GL e o advogado Levent Piskin. Atualmente, o acesso a esses conteúdos dentro do território turco só é possível por meio de conexões VPN, evidenciando o controle estatal sobre o fluxo de informações digitais no país.
Esta ação reflete o endurecimento da postura do governo de Recep Tayyip Erdogan contra grupos LGBTQIA+ e movimentos sociais. A restrição recente soma-se a um histórico de censura digital, visto que, em junho, cerca de 40 contas vinculadas a grupos feministas e de direitos sexuais já haviam sido restringidas pelas autoridades locais. O movimento levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e a atuação de minorias no ambiente digital sob a atual administração turca.
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