Patrocinadores da Copa de 2026 exibem anúncios de ultraprocessados
Estudo aponta que marcas de alimentos não saudáveis acumularam mais de 28 horas de exposição durante as partidas da Copa do Mundo de 2026.
Pontos principais
- Pesquisadores de Bristol e Oxford monitoraram 104 partidas usando inteligência artificial.
- Produtos ricos em gordura, sal e açúcar apareceram 65.722 vezes nos painéis publicitários.
- Marcas como Coca-Cola, McDonald’s, Powerade e Lay’s lideraram a exposição.
- A publicidade estática em eventos esportivos escapa de restrições aplicadas à TV convencional.
- A Fifa afirma que o patrocínio financia o desenvolvimento do futebol e programas de saúde.
Um estudo conduzido pelas universidades de Bristol e Oxford revelou que patrocinadores da Copa do Mundo de 2026 utilizaram o evento para exibir anúncios de alimentos e bebidas ricos em gordura, sal e açúcar. Por meio de inteligência artificial, os pesquisadores contabilizaram 65.722 exibições desses produtos nos painéis à beira do campo, totalizando 28,1 horas de exposição ao longo das 104 partidas do torneio. Marcas como Coca-Cola, McDonald’s, Powerade e Lay’s foram as que mais apareceram, aproveitando lacunas nas regulamentações que restringem esse tipo de publicidade na televisão em horários nobres.
A Fifa defendeu a prática, argumentando que a receita obtida com os patrocínios é essencial para financiar projetos de desenvolvimento do futebol e iniciativas globais de saúde, como o programa Be Active. Enquanto o debate sobre a influência da publicidade esportiva cresce, o governo brasileiro também sinalizou preocupações com o setor, planejando restringir a promoção de apostas por influenciadores após observar excessos durante a competição.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
