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Marcas ajustam estratégias de marketing após eliminação do Brasil na Copa

Marcas adaptam campanhas e buscam reter audiência da Copa do Mundo 2026, enquanto ativistas pressionam a Fifa por restrições a patrocinadores.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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14/07 às 12:15 · atualizado 22:02

Pontos principais

  • A eliminação precoce do Brasil forçou empresas a redirecionar investimentos de marketing para novos atletas e narrativas.
  • Marcas como Hisense e Adidas lideram o engajamento digital, acumulando milhões de menções nas redes sociais.
  • A Major League Soccer lançou campanha para converter o interesse do Mundial em audiência para a liga norte-americana.
  • Mais de 100 organizações pedem à Fifa o fim de patrocínios de bebidas açucaradas, citando riscos à saúde.
  • Estratégias de branding priorizam o engajamento e a construção de marca em vez da conversão direta de vendas.
  • A EA Sports destacou-se entre marcas não patrocinadoras ao integrar o lançamento do EA Sports FC 26 ao clima do torneio.

O cenário publicitário da Copa do Mundo 2026 passou por transformações significativas após a eliminação precoce da Seleção Brasileira. Marcas que dependiam do desempenho do Brasil precisaram reinventar suas campanhas de influência, focando em novos protagonistas e métricas de engajamento, como tempo de visualização e interações, em vez de apenas conversão de vendas. Enquanto isso, a Major League Soccer aproveita a visibilidade do torneio nos Estados Unidos para lançar uma ofensiva de marketing, visando reter o público global para o retorno da temporada local com o apoio de estrelas como Lionel Messi e David Beckham.

Paralelamente, o modelo de patrocínio da Fifa enfrenta questionamentos crescentes. Uma coalizão de mais de 100 organizações da sociedade civil lançou a campanha 'Tirem o Refrigerante de Campo', que já conta com mais de 720 mil apoiadores. O movimento argumenta que a publicidade de bebidas açucaradas normaliza produtos prejudiciais e utiliza o termo 'sportswashing' para criticar a associação dessas marcas com o bem-estar esportivo, traçando paralelos com o histórico banimento da indústria do tabaco em grandes eventos. O debate ocorre em um momento em que marcas buscam alternativas criativas para manter a relevância digital frente às rígidas regras de 'estádios limpos' da entidade.

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