Tecnologia brasileira simula tecidos humanos para reduzir testes em animais
Pesquisadores do CNPEM criaram um dispositivo de microfluídica que cultiva células em 3D para aumentar a precisão de testes de toxicidade de fármacos.
Pontos principais
- O dispositivo utiliza esferoides 3D e microfluídica para reproduzir condições reais de tecidos humanos.
- A estrutura é feita de polidimetilsiloxano, um silicone biocompatível e de baixo custo.
- Testes com o quimioterápico doxorrubicina confirmaram a eficácia da plataforma em prever respostas a medicamentos.
- O sistema será disponibilizado como infraestrutura aberta para empresas e pesquisadores até o início do próximo ano.
Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma tecnologia inovadora baseada em microfluídica para simular tecidos humanos em 3D. O dispositivo utiliza esferoides celulares cultivados em polidimetilsiloxano, um material biocompatível e de baixo custo, permitindo a reprodução de condições fisiológicas reais em escala microscópica. A plataforma oferece vantagens como o fluxo contínuo de nutrientes e um design reversível, facilitando análises complementares e a padronização de protocolos experimentais.
Esta nova ferramenta promete aumentar a precisão dos testes de toxicidade e reduzir significativamente a necessidade de cobaias animais em pesquisas farmacêuticas. A eficácia do sistema foi validada através de testes com o quimioterápico doxorrubicina, que demonstraram perfis de resposta mais preditivos. A equipe do CNPEM planeja disponibilizar a tecnologia como uma infraestrutura aberta para a comunidade científica e o setor privado até o início do próximo ano.
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