Tecnologia militar é adaptada para exames pediátricos de câncer
Pesquisadora brasileira adapta sensores de combate para ressonâncias em crianças, reduzindo a necessidade de anestesia geral nos exames.
Pontos principais
- A tecnologia foi originalmente criada para monitorar soldados expostos a explosões em combate.
- A pesquisadora Ana Cláudia Arias adaptou os sensores para uso em ressonâncias magnéticas pediátricas.
- O dispositivo visa diminuir a necessidade de anestesia geral em crianças com câncer durante o tratamento.
- Os sensores são produzidos via impressão em laboratório, reduzindo a dependência de componentes chineses.
A pesquisadora brasileira Ana Cláudia Arias desenvolveu uma aplicação médica inovadora ao adaptar sensores originalmente criados para o setor militar. Financiada pelo Departamento de Defesa dos EUA, a tecnologia foi concebida inicialmente para monitorar soldados expostos a explosões em zonas de conflito. Após uma passagem pelo setor agrícola, o sistema foi refinado na Universidade de Berkeley para auxiliar no diagnóstico oncológico infantil.
A nova tecnologia permite realizar exames de ressonância magnética em crianças com maior precisão e conforto, reduzindo significativamente a necessidade de anestesia geral durante os procedimentos. Além do impacto clínico, o projeto se destaca pela soberania produtiva, já que os dispositivos são fabricados por meio de impressão em laboratório. Essa abordagem diminui a dependência de cadeias de suprimentos externas, como componentes fabricados na China, tornando o processo mais ágil e acessível para hospitais.
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