Brasil segue fora do Mapa da Fome e insegurança alimentar cai no mundo
Relatório da ONU aponta queda na fome global pelo terceiro ano consecutivo em 2025, com Brasil atingindo o menor nível histórico de insegurança alimentar severa.
Pontos principais
- A taxa de fome mundial caiu para 7,8% em 2025, atingindo 645 milhões de pessoas.
- O Brasil manteve-se fora do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo.
- A insegurança alimentar severa no Brasil atingiu o mínimo histórico de 0,6% da população.
- Cerca de 16,7 milhões de brasileiros saíram da condição de insegurança alimentar severa no triênio 2023-2025.
- O custo diário de uma dieta saudável no Brasil foi de US$ 4,89, abaixo da média da América do Sul.
- Conflitos no Oriente Médio e o fenômeno El Niño são apontados como riscos que ameaçam a continuidade da melhora global.
- Apesar da redução da fome crônica, 2,69 bilhões de pessoas ainda não têm acesso a uma alimentação saudável no mundo.
Relatório divulgado pelas agências da ONU em 2025 indica que a fome global apresentou redução pelo terceiro ano consecutivo, atingindo 7,8% da população mundial. O progresso foi sustentado por avanços significativos em países da América Latina e na Índia. No Brasil, os indicadores de segurança alimentar mostraram melhora expressiva, com o país permanecendo fora do Mapa da Fome e registrando o menor índice histórico de insegurança alimentar severa, que agora afeta apenas 0,6% dos brasileiros. Além disso, a proporção da população nacional que não consegue arcar com uma dieta saudável caiu para 21,1%.
Apesar dos avanços, o cenário global permanece frágil. A ONU alerta que tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio e no Estreito de Ormuz, somadas aos impactos do fenômeno climático El Niño, podem elevar os custos de produção e comprometer a estabilidade do fornecimento de alimentos. Enquanto a fome crônica diminui, o acesso a dietas nutritivas continua sendo um desafio para 2,69 bilhões de pessoas, com a desnutrição infantil e a anemia feminina figurando como preocupações persistentes ao lado do aumento da obesidade adulta.
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