Merz mantém cargo de chanceler apesar de crise na CDU
Após chamar de "desastre" a derrota da CDU no Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, o chanceler Friedrich Merz reafirmou que permanecerá no cargo e que as reformas econômicas do país "precisam vir".
Pontos principais
- O partido União Democrata-Cristã (CDU) obteve apenas 4,9% dos votos em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, ficando fora do parlamento estadual.
- Em pronunciamento em vídeo, o próprio Merz chamou o resultado no estado de "um desastre", dizendo que a CDU foi "triturada" na polarização entre SPD e AfD.
- A extrema direita AfD venceu em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 38% dos votos e reivindica o status de 'partido do povo'.
- Em Berlim, apesar de superada pelo Die Linke, a CDU teve o que Merz chamou de "um resultado razoável", obtido por Stefan Evers sem o impulso do governo federal.
- Merz fez um balanço do ano eleitoral: avanços aquém da meta em Baden-Württemberg, retomada do governo estadual em Rheinland-Pfalz após 35 anos e a pior derrota em anos em Sachsen-Anhalt.
- Friedrich Merz cancelou uma viagem à Assembleia Geral da ONU para gerenciar a crise de liderança em Berlim.
- Líderes da CDU questionam a permanência de Merz, que é apontado como o chanceler menos popular do pós-guerra.
- Merz reafirmou que seguirá no cargo, dizendo: "eu assumo essa responsabilidade, porque quero fazer nosso país avançar" e que "as reformas precisam vir".
- Ele classificou as reformas como antídoto contra o "veneno autoritário" que avança na sociedade alemã e disse que agirá "como presidente do partido e, sobretudo, como chanceler federal" do país.
O chanceler alemão Friedrich Merz enfrenta uma grave crise de liderança após o seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), registrar resultados historicamente baixos em eleições regionais. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a legenda obteve apenas 4,9% dos votos, falhando em atingir a cláusula de barreira necessária para compor o parlamento estadual pela primeira vez em 77 anos. Em pronunciamento após o pleito, o próprio Merz chamou o resultado de "um desastre". Já em Berlim, apesar de superada pelo Die Linke, a CDU teve o que o chanceler classificou como "um resultado razoável" sob a liderança de Stefan Evers, que assumiu a campanha em uma situação difícil e sem o impulso do governo federal.
A extrema direita AfD aproveitou o momento para reivindicar o posto de "partido do povo" e prever a queda de Merz até o final de 2026. Em resposta à crescente pressão interna, o chanceler cancelou uma viagem à Assembleia Geral da ONU para se reunir com a cúpula da CDU; líderes do partido questionam sua permanência, e ele é apontado como o chanceler menos popular do pós-guerra.
Apesar disso, Merz reafirmou que seguirá no cargo: "eu assumo essa responsabilidade, porque quero fazer nosso país avançar", disse, acrescentando que "as reformas precisam vir" e não podem mais ser adiadas para enfrentar o desgaste econômico e institucional do país.
Fonte primária
Cobertura da mídia
German chancellor meets CDU leaders to shore up support after more defeats
The Guardian World • 21 set, 09:44
Chanceler Merz luta pela sobrevivência após derrota eleitoral recorde na Alemanha
InfoMoney • 21 set, 07:44
Latest German election humiliation puts Merz on borrowed time as CDU unrest grows
The Guardian World • 21 set, 07:04
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