MP detalha esquema de propina em créditos de ICMS em São Paulo
Investigação revela pagamentos ilegais de varejistas a servidores públicos para acelerar a liberação de créditos tributários no estado.
Pontos principais
- Esquema envolvia cobrança de propina para liberação de créditos de ICMS.
- Casas Bahia teria pago R$ 11,6 milhões e Dia Supermercado R$ 1,4 milhão.
- Planilha apreendida detalha divisão de valores entre auditores e advogados.
- André Weiss, ex-número 3 da Secretaria da Fazenda, é investigado no caso.
- Operação Ícaro resultou no afastamento de 23 servidores e cinco demissões.
O Ministério Público de São Paulo revelou detalhes de um esquema de corrupção voltado à liberação acelerada de créditos de ICMS para grandes varejistas. Documentos apreendidos durante a Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025, apontam que as Casas Bahia e o Dia Supermercado teriam realizado pagamentos ilegais que somam milhões de reais. O montante era distribuído entre advogados, auditores fiscais e supervisores da Secretaria da Fazenda, conforme registrado em planilhas encontradas com o ex-delegado tributário Paulo Prado.
A investigação também aponta a participação de André Weiss, ex-número 3 da Secretaria da Fazenda, suspeito de receber propina para manter Prado em um cargo estratégico. O caso gerou um impacto significativo na estrutura administrativa do estado, resultando no afastamento de 23 servidores, além de cinco demissões e uma exoneração. As autoridades seguem apurando a extensão das fraudes e o papel de cada envolvido na rede de corrupção que facilitava o acesso aos recursos tributários.
Comentários
Carregando comentários...
