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Volkswagen reduz margem para 2026 e prevê baixas de 10 bilhões de euros

Volkswagen corta projeção de margem operacional de 2026 da faixa de 4,0%-5,5% para até 1%, citando baixas de cerca de 10 bilhões de euros (6 bilhões ligados à Porsche) e a crise no mercado chinês.

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Foto: InvestNews
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18/09 às 13:01, atualizado 17:32

Pontos principais

  • Margem operacional projetada para 2026 caiu da faixa de 4,0%-5,5% para até 1% (2025: 2,8%; expectativa média de analistas era 4,1%).
  • Descontados os efeitos extraordinários, a margem operacional subjacente projetada seria de cerca de 4%.
  • Baixas de cerca de 10 bilhões de euros: 6 bilhões de impairment não-caixa no fundo de comércio da Porsche (a ser lançado no 3º trimestre), ~2 bilhões entre reestruturação e impairments na China no 2º semestre, e 0,9 bilhão já registrado no 1º semestre.
  • Receita estimada para 2026 caiu para cerca de 315 bilhões de euros, variação quase nula frente aos 321,9 bilhões de 2025.
  • Fluxo de caixa líquido (3 a 6 bilhões) e liquidez líquida (32 a 34 bilhões) da divisão automotiva permanecem nas faixas já previstas, sem alteração.
  • Plano de reestruturação inclui o corte de 100 mil empregos e redução do portfólio de modelos.
  • Fábrica de Osnabrück será vendida para a Aurelius Capital e o Estado da Baixa Saxônia, para produção de equipamentos de defesa.
  • Decisão sobre o dividendo de 2026, a ser pago em junho de 2027, só será tomada pelo conselho no início do próximo ano.
  • A projeção não considera efeitos da escalada no Oriente Médio, do plano "2030 Group Target Picture" nem da venda da fatia majoritária na Everllence.
  • Ações da Volkswagen recuaram mais de 5% na Bolsa de Frankfurt após o anúncio.

A Volkswagen anunciou, em comunicado à bolsa alemã, uma revisão de suas projeções financeiras para 2026: a margem operacional caiu da faixa de 4,0%-5,5% para até 1% (ante 2,8% em 2025 e expectativa média de analistas de 4,1%). Descontados os efeitos extraordinários, a margem ficaria em cerca de 4%. O ajuste reflete a piora do mercado chinês e a migração acelerada da demanda para elétricos, que afeta sobretudo as marcas Audi e Volkswagen Passenger Cars.

Dos 10 bilhões de euros em baixas contábeis, 6 bilhões vêm de um impairment não-caixa no fundo de comércio da Porsche, a ser lançado no terceiro trimestre; outros cerca de 2 bilhões, no segundo semestre, somam despesas de reestruturação (aposentadorias antecipadas e venda da Osnabrück) e impairments na China, aos quais se soma 0,9 bilhão já registrado no primeiro semestre.

Para enfrentar a crise de rentabilidade, o conselho de supervisão aprovou o corte de 100 mil empregos e a redução pela metade do portfólio de modelos da companhia. A empresa também confirmou a venda da fábrica de Osnabrück para a Aurelius Capital e o Estado da Baixa Saxônia, com o objetivo de converter a unidade em um polo de defesa. As ações da montadora recuaram mais de 5% na Bolsa de Frankfurt após o anúncio.

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