Estudo aponta que 48,5% dos médicos de UTIs sofrem com burnout
Pesquisa do CFM e Amib revela altos índices de esgotamento emocional e insatisfação profissional entre intensivistas brasileiros.
Pontos principais
- 48,5% dos médicos de UTIs no Brasil apresentam sinais de esgotamento emocional e burnout.
- O levantamento ouviu 2.338 profissionais em todo o território nacional.
- 46,4% dos entrevistados relataram baixo grau de satisfação com suas atividades.
- Médicos com menor especialização enfrentam níveis mais elevados de estresse.
- Carga horária excessiva e precariedade na infraestrutura são apontadas como causas principais.
Um levantamento realizado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) revelou que quase metade dos médicos intensivistas brasileiros, cerca de 48,5%, sofre com altos níveis de esgotamento emocional e burnout. O estudo, que ouviu 2.338 profissionais, também indicou que 46,4% dos médicos estão insatisfeitos com suas atividades atuais, sendo que o quadro é mais crítico entre aqueles com menor especialização.
De acordo com o CFM, fatores como a sobrecarga de trabalho, a falta de infraestrutura adequada e a exposição constante a situações de sofrimento e morte contribuem para o cenário de exaustão. O diretor de comunicação da entidade, Estevam Rivello, ressaltou que o estresse é ainda mais acentuado no serviço público, onde as remunerações são menores e as condições de trabalho frequentemente precárias, o que impacta diretamente a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.
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