IBGE aponta que apenas 29% das pessoas com deficiência estão ocupadas
Dados do Censo 2022 revelam que brasileiros com deficiência enfrentam taxas de ocupação menores, rendas inferiores e maior analfabetismo.
Pontos principais
- O Brasil registrou 14,4 milhões de pessoas com deficiência em 2022, representando 7,3% da população.
- A taxa de ocupação para pessoas com deficiência é de 29%, contra 55,8% entre pessoas sem deficiência.
- A renda média mensal de trabalhadores com deficiência é de R$ 2.053, cerca de 71% do valor recebido por quem não possui deficiência.
- A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência é de 12,2%, doze vezes superior à da população sem deficiência.
- Cerca de 60,9% das crianças com deficiência entre 2 e 14 anos vivem abaixo da linha da pobreza.
- Apenas 78,5% das escolas de educação básica no país possuem pelo menos um recurso de acessibilidade.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a segunda edição de seu informativo sobre pessoas com deficiência no Brasil, baseando-se nos dados do Censo Demográfico de 2022. O levantamento revela um cenário de desigualdade estrutural, onde apenas 29% das pessoas com deficiência estão inseridas no mercado de trabalho, um índice significativamente inferior aos 55,8% registrados entre a população sem deficiência. Além da dificuldade de acesso ao emprego, o estudo aponta que a renda média mensal desse grupo é de R$ 2.053, valor quase 30% menor do que o auferido por trabalhadores sem deficiência.
As disparidades também se estendem aos indicadores educacionais e sociais, com a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência atingindo 12,2%, doze vezes maior do que a observada na população geral. O cenário de vulnerabilidade é agravado pela precariedade no acesso a serviços básicos, visto que apenas 78,5% das escolas de educação básica contam com recursos de acessibilidade, e mais de 60% das crianças com deficiência vivem em domicílios abaixo da linha da pobreza. Embora o setor público tenha registrado um avanço na representatividade, com 2,8% de servidores federais com deficiência em 2025, os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à inclusão educacional e profissional para mitigar as barreiras enfrentadas por esse segmento da população.
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