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Ursula von der Leyen propõe Canadá como primeiro membro associado da UE

Em discurso, a presidente da Comissão Europeia convidou o Canadá a integrar o bloco como membro associado para fortalecer a cooperação estratégica.

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Foto: Times Brasil
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17/09 às 09:15, atualizado 20:31

Pontos principais

  • A proposta foi feita por Ursula von der Leyen durante o discurso anual State of the Union, em Estrasburgo.
  • O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, esteve presente no evento como convidado oficial.
  • A iniciativa visa transformar o atual acordo comercial CETA em uma 'Alliance for the Future'.
  • A cooperação abrange setores como defesa, inteligência artificial, energia, minerais críticos e cibersegurança.
  • O status de membro associado ainda carece de definição jurídica e exige aprovação dos 27 Estados-membros.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o plano, classificando-o como ridículo e ameaçando retaliações comerciais.
  • O governo canadense defendeu a parceria como um reforço à autonomia estratégica e aos valores democráticos.

Durante o discurso anual State of the Union, realizado em Estrasburgo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou uma proposta para que o Canadá se torne o primeiro membro associado da União Europeia. Acompanhada pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney, a líder europeia detalhou que o objetivo é evoluir o atual acordo comercial CETA para uma "Alliance for the Future", criando um espaço comum de prosperidade e segurança econômica entre as duas regiões.

A nova estrutura de cooperação proposta foca em setores estratégicos, incluindo manufatura inteligente, integração de bases industriais de defesa, exploração do Ártico, energia, minerais críticos, baterias, inteligência artificial e computação quântica. Segundo von der Leyen, a medida visa consolidar uma aliança tecnológica e de segurança robusta, embora o status de membro associado ainda precise de uma definição jurídica formal e da aprovação unânime dos 27 Estados-membros do bloco europeu.

A iniciativa gerou reações imediatas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a proposta como "ridícula" e ameaçou impor tarifas pesadas ou interromper o comércio com a Europa caso o plano avance. Em resposta, o primeiro-ministro Mark Carney afirmou que o Canadá decidirá suas próprias parcerias internacionais de forma soberana, destacando que a aliança é fundamental para garantir a autonomia estratégica e o fortalecimento dos valores democráticos diante de um cenário de tensões comerciais globais.

O debate sobre a associação ocorre em um momento de distanciamento político entre o Canadá e o governo americano, marcado por disputas tarifárias. Enquanto a Comissão Europeia sustenta que o fortalecimento dos laços com o Canadá não constitui um ato hostil contra terceiros, o Parlamento canadense deve agora avaliar os próximos passos para a viabilização técnica e política dessa integração, que também prevê a possível participação do país em um futuro Conselho Europeu de Segurança.

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