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Banco da Inglaterra mantém juros em 3,75% com placar dividido

O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra votou por 6 a 3 pela manutenção da taxa básica de juros, citando cautela com riscos inflacionários.

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Foto: ABC News US World
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17/09 às 00:15, atualizado 09:32

Pontos principais

  • A taxa básica de juros do Reino Unido foi mantida em 3,75% pelo Banco da Inglaterra.
  • A decisão foi tomada por uma votação apertada de 6 votos a favor da manutenção contra 3 votos pelo aumento para 4%.
  • Os membros Greene, Mann e Pill foram os votos divergentes que defenderam uma elevação imediata da taxa.
  • O Comitê identificou o risco de uma espiral de preços e salários como a principal preocupação para a inflação.
  • A maioria dos membros avaliou que as condições financeiras atuais já oferecem proteção suficiente contra riscos inflacionários.
  • O Banco da Inglaterra elevou a projeção de crescimento econômico para o terceiro trimestre de 0,1% para 0,4%.
  • A instituição suspendeu temporariamente as vendas de títulos do governo britânico para reformular sua estratégia de balanço.
  • O presidente Andrew Bailey alertou que conflitos prolongados no Oriente Médio podem exigir uma política monetária mais restritiva.
  • A inflação, que registrou 3,1% em agosto, tem previsão de superar 4% no início de 2027 segundo o banco central.

O Comitê de Política Monetária (MPC) do Banco da Inglaterra decidiu, em sua reunião de julho de 2026, manter a taxa básica de juros inalterada em 3,75%. A decisão, que reflete uma postura de cautela diante da volatilidade econômica, foi aprovada por uma margem de 6 votos a 3. Enquanto a maioria dos membros do comitê optou pela estabilidade, os conselheiros Greene, Mann e Pill divergiram, defendendo uma elevação imediata para 4% como medida preventiva contra pressões inflacionárias persistentes.

Segundo o comunicado oficial, a maioria dos integrantes do MPC avaliou que o atual nível de restrição monetária já funciona como um seguro adequado contra riscos de alta na inflação. O comitê destacou que prefere aguardar por evidências mais robustas sobre os chamados efeitos de segunda ordem, especificamente o risco de uma espiral de preços e salários, antes de implementar novos ajustes. Em contrapartida, a minoria argumentou que o custo de agir tardiamente seria superior ao risco de uma correção posterior, caso os indicadores de inflação se mostrem mais moderados do que o esperado.

O cenário macroeconômico permanece complexo, com o Banco da Inglaterra revisando para cima sua estimativa de crescimento para o terceiro trimestre, que passou de 0,1% para 0,4%. Apesar do otimismo moderado com a atividade econômica, o banco central mantém o alerta sobre fatores externos, como a volatilidade nos preços de energia e os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio. Como parte de um ajuste operacional, a instituição também suspendeu temporariamente as vendas de títulos do governo britânico para reformular sua estratégia de redução do balanço patrimonial.

Para o futuro próximo, a autoridade monetária britânica projeta que a inflação, que atingiu 3,1% em agosto, poderá superar a marca de 4% no início de 2027. O presidente Andrew Bailey reforçou que, caso o cenário geopolítico se agrave ou as pressões sobre os custos internos se intensifiquem, o comitê não hesitará em adotar uma postura mais restritiva. O mercado financeiro segue atento à divisão interna do comitê e aos próximos dados de emprego e consumo, que serão cruciais para definir o ritmo da política monetária nos próximos meses.

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