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Crescimento de 'griefbots' gera alerta sobre ética e luto digital

Serviços de IA que simulam conversas com falecidos levantam debates sobre consentimento, dependência emocional e os limites éticos da tecnologia.

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Foto: Época Negócios
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16/09 às 12:02

Pontos principais

  • Plataformas como Séance AI e Versona utilizam dados pessoais para recriar a voz e a personalidade de pessoas mortas.
  • Pesquisadores da Universidade do Colorado Boulder estudam os riscos de dependência emocional causados por essas interações.
  • Levantamento da empresa Empathy aponta que apenas 23% das pessoas aprovam a recriação digital de entes queridos.
  • Especialistas da Universidade de Cambridge defendem a criação de normas éticas para garantir o consentimento no uso da tecnologia.

O surgimento de serviços de inteligência artificial conhecidos como 'griefbots' tem transformado o processo de luto em um novo modelo de negócio. Plataformas como Séance AI e Versona utilizam dados pessoais, como registros de voz e exemplos de escrita, para criar simulações interativas de pessoas falecidas. Embora o objetivo seja manter vínculos digitais, a prática levanta preocupações significativas entre especialistas sobre o impacto psicológico e a dependência emocional que tais ferramentas podem gerar nos usuários.

A aceitação pública dessa tecnologia ainda é baixa, com apenas 23% dos entrevistados em um levantamento da Empathy demonstrando conforto com a ideia. Diante do cenário, pesquisadores da Universidade de Cambridge defendem a implementação de normas éticas rigorosas. O foco principal é assegurar o consentimento tanto da pessoa que será representada quanto dos usuários que interagem com a IA, buscando mitigar riscos éticos e proteger a saúde mental dos enlutados.

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