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Uso de IA para recriar avatares de falecidos gera debate ético

Plataformas de IA que simulam entes queridos falecidos levantam preocupações sobre dependência emocional e o impacto no processo de luto.

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Foto: TecMundo
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01/07 às 12:05

Pontos principais

  • Plataformas como a Ninna.pro oferecem a criação de avatares digitais de pessoas falecidas com interações baseadas em IA.
  • O modelo de negócio, que cobra por créditos para manter a memória do avatar, tem sido alvo de críticas nas redes sociais.
  • Especialistas alertam que a tecnologia pode dificultar a aceitação da perda e atuar como um mecanismo de evitação emocional.
  • Psicólogos reforçam que a ferramenta não substitui o acompanhamento profissional em casos de luto prolongado.

O surgimento de plataformas que utilizam inteligência artificial para recriar avatares digitais de pessoas falecidas tem provocado um intenso debate sobre os limites éticos da tecnologia. Ferramentas como a Ninna.pro prometem interações naturais com entes queridos, mas o modelo de monetização, que exige pagamentos recorrentes para manter a memória desses avatares, gerou controvérsia pública. Embora o serviço possa oferecer um conforto temporário, especialistas em saúde mental alertam para os riscos de dependência emocional. Segundo psicólogos, o uso dessas ferramentas pode impedir a elaboração saudável do luto, servindo como um mecanismo de evitação da realidade. A comunidade médica enfatiza que a tecnologia não deve substituir o suporte profissional especializado, especialmente em situações de isolamento ou luto prolongado, onde o impacto psicológico da simulação pode ser prejudicial ao processo de cura.

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