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Uso de IA para recriar pessoas mortas gera debate ético e jurídico

A prática de 'necromancia digital' levanta preocupações sobre limites éticos, exploração comercial do luto e a falta de regulamentação global.

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Foto: G1 - Economia
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14/07 às 03:45

Pontos principais

  • A tecnologia permite recriar imagem e voz de falecidos, fenômeno conhecido como necromancia digital.
  • Especialistas alertam para os riscos éticos dos 'grief bots', que simulam interações com entes queridos.
  • Casos como a campanha de Elis Regina e produções de Hollywood evidenciam a complexidade do uso de imagens póstumas.
  • A ausência de leis claras sobre restos digitais deixa famílias vulneráveis à exploração comercial.
  • Defensores de direitos digitais pedem a extensão de direitos de personalidade para o período pós-morte.

O avanço da inteligência artificial na recriação de pessoas falecidas, prática frequentemente denominada como 'necromancia digital', tem provocado intensas discussões sobre os limites éticos e a proteção da memória. A tecnologia, que utiliza dados para gerar avatares e vozes realistas, levanta preocupações sobre a exploração comercial do luto por meio de 'grief bots', além de expor a falta de uma regulamentação global robusta sobre o uso de restos digitais. Exemplos recentes, como o uso de IA em campanhas publicitárias e produções cinematográficas, ilustram a urgência de estabelecer diretrizes claras. Especialistas defendem que os direitos de personalidade devem ser estendidos após a morte para evitar abusos por parte de empresas de tecnologia, garantindo que o legado e a imagem dos falecidos sejam preservados contra manipulações indevidas ou exploração sem consentimento.

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