Parques eólicos no Reino Unido são acusados de explorar brecha contratual
Empreendimentos eólicos britânicos adiam contratos subsidiados para vender energia a preços de mercado mais altos, gerando críticas sobre custos.
Pontos principais
- Parques eólicos britânicos utilizam brecha para adiar o início de Contratos por Diferença (CfDs).
- A estratégia permite vender eletricidade a preços de mercado, superiores aos valores fixados nos subsídios.
- O parque eólico Seagreen, na Escócia, teria lucrado cerca de £ 27 milhões extras com a prática.
- O governo britânico proibiu o adiamento em novos contratos a partir de 2023, mas projetos antigos mantêm a regra.
Parques eólicos no Reino Unido estão sendo alvo de críticas por utilizarem uma brecha contratual que permite o adiamento do início de Contratos por Diferença (CfDs). Ao postergar a ativação desses acordos subsidiados, os empreendimentos conseguem comercializar eletricidade a preços de mercado, que atualmente superam os valores fixados nos contratos originais. O caso do parque eólico Seagreen, na Escócia, ilustra a situação, com estimativas apontando um ganho adicional de £ 27 milhões nos últimos dois anos.
A prática levanta preocupações sobre o impacto nos custos de energia para o consumidor final. Embora o governo britânico tenha eliminado essa possibilidade para novos contratos em 2023, projetos anteriores permanecem sob as regras antigas. Em resposta, a Seagreen Wind Energy Limited declarou que todas as suas decisões operacionais e comerciais seguem estritamente os termos e condições estabelecidos em seus contratos vigentes.
Comentários
Carregando comentários...
