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Carga tributária e subsídios elevam preço da energia elétrica no Brasil

Estudo aponta que impostos e encargos tornam a conta de luz brasileira uma das mais caras do mundo, apesar da matriz energética renovável.

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Foto: Times Brasil
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03/08 às 20:46

Pontos principais

  • Apenas 30,4% do valor da conta de luz refere-se ao custo efetivo da geração de energia.
  • Encargos, impostos e subsídios, como a CDE, compõem a maior parte da fatura final.
  • Perdas técnicas e furtos de energia representam 14,3% da eletricidade distribuída.
  • Reformas estruturais poderiam reduzir a tarifa em até 32% segundo especialistas.
  • O governo federal busca limitar o crescimento de subsídios por meio da Lei nº 15.235/2025.

Um levantamento do Centro de Liderança Pública revela que o Brasil detém uma das tarifas residenciais de energia mais elevadas do mundo quando ajustada pela Paridade do Poder de Compra. Embora o país possua uma matriz energética majoritariamente renovável, o custo final ao consumidor é inflado por uma complexa estrutura de tributos, subsídios e encargos setoriais, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Atualmente, a geração de energia representa menos de um terço do valor total pago nas faturas, enquanto perdas técnicas e furtos de energia impactam significativamente a eficiência do sistema.

Para mitigar o cenário, especialistas defendem reformas estruturais, incluindo a transferência de subsídios para o Orçamento Geral da União, o que poderia reduzir a tarifa em até 32%. Em resposta, o Ministério de Minas e Energia tem implementado medidas como a Lei nº 15.235/2025, que visa conter a expansão dos subsídios e aliviar o peso sobre o consumidor final.

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