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CVC dispensa OPA para grupo Apex e GJP após crise no Master Capixaba

Acionistas da CVC aprovaram dispensa estatutária permitindo que o grupo Apex e GJP mantenha 35,3% de participação sem realizar oferta pública de aquisição.

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Foto: Times Brasil
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15/08 às 11:02 · atualizado 21:02

Pontos principais

  • Assembleia da CVC concedeu waiver para que o bloco Apex/Carbyne/GJP ultrapassasse o limite de 25% de participação acionária.
  • A operação consolidou 35,3% do capital da companhia nas mãos do grupo de investidores após acordo firmado em abril de 2026.
  • A dispensa foi aprovada com 23% de votos favoráveis, enquanto 67,7% dos acionistas se abstiveram na votação.
  • Fernando Cinelli, fundador da Apex, renunciou ao conselho da CVC em meio à crise financeira do grupo, apelidada de 'Master Capixaba'.
  • A Apex Partners enfrenta crise com suspeitas de inconsistências em garantias e afastamento de seus principais executivos.
  • A gestora obteve medida cautelar de 60 dias para evitar fuga de capital e execução de dívidas que somam quase R$ 1 bilhão.
  • Cinelli recorreu à Justiça para acessar documentos internos da Apex, buscando se proteger de possíveis responsabilizações futuras.

A CVC aprovou em Assembleia Geral Extraordinária uma dispensa estatutária que permite ao bloco de acionistas formado pela Apex Partners e pelo fundo GJP manter uma participação de 35,3% no capital da empresa sem a necessidade de realizar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA). A regra de OPA, que visa proteger minoritários em casos de concentração de controle, foi flexibilizada após o grupo atingir o patamar superior a 25% em abril de 2026. A votação contou com 23% de apoio favorável e uma abstenção expressiva de 67,7% dos acionistas. O movimento ocorre em um momento de instabilidade para a Apex Partners, que enfrenta o escândalo conhecido como 'Master Capixaba'. A gestora, que administra cerca de R$ 17,5 bilhões, teve seu presidente, Fernando Cinelli, e o diretor financeiro afastados após a descoberta de inconsistências em garantias de ativos. Cinelli, que renunciou ao seu assento no conselho da CVC, busca agora na Justiça acesso a documentos internos da gestora para se defender de possíveis ações de responsabilidade. Enquanto a Apex tenta conter uma crise que envolve dívidas de quase R$ 1 bilhão e o desligamento de 80% de seu quadro de funcionários, o mercado monitora um possível efeito dominó que pode elevar o custo de captação para empresas capixabas e impactar fundos imobiliários locais.

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