Apex Partners tenta acalmar investidores em meio a crise financeira
Gestora busca assegurar continuidade de projetos imobiliários enquanto enfrenta dívida de R$ 975 milhões e desdobramentos do caso Master Capixaba.
Pontos principais
- A Apex Partners afirma que seus projetos imobiliários possuem segregação patrimonial via SPE e seguem com obras normais.
- A dívida líquida da gestora atingiu R$ 975 milhões, levando a empresa a obter tutela cautelar para suspender cobranças.
- O ex-presidente Fernando Cinelli foi afastado e é alvo de ação judicial por suposta gestão temerária.
- Fundos da Apex foram forçados a vender 17 milhões de ações da CVC, reduzindo sua participação de 15% para 11%.
A Apex Partners busca conter a crise de imagem e financeira que atinge suas operações após o surgimento de inconsistências ligadas ao caso Master Capixaba. A gestora, que enfrenta uma dívida líquida de R$ 975 milhões, emitiu nota para tranquilizar investidores sobre a segurança de seus projetos imobiliários, reforçando que estes possuem segregação patrimonial via SPE e mantêm o cronograma de obras. O cenário de instabilidade culminou no afastamento do ex-presidente Fernando Cinelli, processado pela própria empresa por gestão temerária, e no encerramento da parceria com o BTG Pactual.
Simultaneamente, a crise impactou o mercado de capitais com a liquidação forçada de ativos. Fundos da Apex venderam cerca de 17 milhões de ações da CVC para cobrir operações a termo, pressionando os papéis da varejista na bolsa. A empresa agora tenta reestruturar sua governança enquanto monitora possíveis violações em acordos de acionistas e lida com a pressão por resgates.
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