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Folhas de pagamento no Reino Unido caem mais que o esperado em agosto

O número de empregados na folha de pagamento no Reino Unido caiu 26 mil em agosto, para 30,2 milhões, superando as projeções de mercado e ampliando a queda anual para 145 mil postos antes da decisão de juros do Bank of England.

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Foto: InfoMoney
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15/09 às 03:31, atualizado 09:02

Pontos principais

  • O número de trabalhadores nas folhas de pagamento caiu 26 mil em agosto, para um total de 30,2 milhões.
  • O resultado superou a expectativa de queda de 5 mil prevista por economistas.
  • Esta foi a redução mais rápida no emprego registrada nos últimos nove meses.
  • Na comparação anual, o total de empregados na folha de pagamento caiu 145 mil (0,5%) frente a agosto de 2025.
  • O ONS revisou a queda de julho de 13 mil para 19 mil postos de trabalho, sinal de um enfraquecimento maior do que o estimado inicialmente.
  • A taxa de desemprego no país manteve-se estável em 4,9% no trimestre até julho.
  • Atacado e varejo teve a maior queda de vagas no ano (-76 mil), enquanto administração e serviços de apoio teve o maior aumento (+72 mil).
  • Por região, Londres teve a maior queda anual de empregados (-1,0%), e a Irlanda do Norte, o maior aumento (+0,8%).
  • O pagamento médio mensal chegou a £2.657 em agosto, alta anual de 3,5%, liderada pela construção (+5,5%) e puxada para baixo pela educação (-0,4%).
  • O Bank of England deve manter a taxa de juros em 3,75% na reunião desta quinta-feira.

O mercado de trabalho britânico apresentou sinais claros de enfraquecimento em agosto, com uma redução de 26 mil postos de trabalho nas folhas de pagamento das empresas, para um total de 30,2 milhões de empregados. O dado, divulgado pelo Office for National Statistics, superou significativamente a previsão de queda de 5 mil esperada pelo mercado, marcando o declínio mais acentuado no emprego em nove meses. Na comparação anual, o total de empregados caiu 145 mil postos (0,5%) frente a agosto de 2025. Embora a taxa de desemprego tenha permanecido estável em 4,9% no trimestre encerrado em julho, a fragilidade observada no verão, especialmente nos setores de varejo e hospitalidade, acendeu um alerta sobre a dinâmica econômica do país.

Este cenário de arrefecimento ocorre em um momento crítico para a política monetária, antecedendo a reunião do Bank of England (BoE) marcada para esta quinta-feira. O pagamento médio mensal chegou a £2.657 em agosto, alta anual de 3,5%, liderada pela construção (+5,5%). Analistas apontam que a fraqueza no mercado de trabalho reforça a tendência de manutenção das taxas de juros em 3,75%. A decisão do comitê será acompanhada de perto, dado que a inflação anual de agosto deve superar 3%, pressionada principalmente pelos custos de energia decorrentes do conflito no Irã, o que mantém o banco central em uma posição cautelosa diante da estagnação econômica.

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