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Trump rejeita novas regras para IA e critica CEO da Anthropic

O presidente Donald Trump afirmou que a IA não precisa de salvaguardas, classificando os alertas sobre riscos da tecnologia como uma conspiração doentia.

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Foto: G1 Mundo
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14/09 às 11:45, atualizado 22:15

Pontos principais

  • Donald Trump declarou que o único controle necessário para a IA é um presidente forte e inteligente.
  • O presidente criticou Dario Amodei, CEO da Anthropic, por defender a desaceleração no desenvolvimento de modelos de IA.
  • Trump classificou as preocupações sobre os riscos da tecnologia como uma farsa e uma conspiração doentia.
  • O governo dos EUA afirma já possuir poder regulatório e criminal suficiente para supervisionar empresas do setor.
  • Trump argumentou que a desaceleração da IA beneficiaria a China, rival geopolítica dos Estados Unidos.
  • O presidente comparou o debate sobre os riscos da IA com as previsões sobre mudanças climáticas.
  • Mike Johnson, presidente da Câmara dos EUA, indicou que Trump deve se reunir com líderes de tecnologia na Casa Branca.

O presidente Donald Trump manifestou-se contra a implementação de novas salvaguardas ou mecanismos de controle para a inteligência artificial. Em declarações publicadas em sua rede social, o mandatário afirmou que o único controle necessário para o setor é a liderança de um presidente forte e inteligente, sustentando que os Estados Unidos já possuem essa capacidade de gestão. Trump argumentou que o governo americano detém poder regulatório e criminal suficiente para supervisionar as empresas de tecnologia e impedir o uso indevido de suas ferramentas, classificando os alertas sobre riscos da IA como uma farsa e uma conspiração doentia.

O posicionamento de Trump incluiu críticas diretas a Dario Amodei, CEO da Anthropic, que tem defendido publicamente uma desaceleração coordenada no desenvolvimento de modelos avançados de IA para melhor compreensão dos riscos associados. Segundo o presidente, tais esforços para limitar o avanço tecnológico seriam prejudiciais aos interesses nacionais, favorecendo diretamente a China na disputa pela liderança global em tecnologia. Trump comparou o debate atual sobre os perigos da inteligência artificial às discussões sobre mudanças climáticas, rotulando os críticos da tecnologia como revolucionários que atuam contra os interesses americanos.

Essa postura de ceticismo em relação aos alertas da indústria contrasta com a visão de executivos como Sam Altman, Elon Musk e Satya Nadella, que frequentemente pedem maior cautela no desenvolvimento da área. O debate ganha relevância em um momento em que a Casa Branca avalia o papel dos data centers e da infraestrutura de computação no país, apesar das preocupações sobre o consumo de energia e impactos nas redes elétricas. De acordo com o presidente da Câmara, Mike Johnson, o governo planeja realizar reuniões com representantes do setor de tecnologia para discutir o futuro da regulação e a manutenção da competitividade americana no cenário internacional.

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