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Relatório do DHS denuncia uso de jaulas para imigrantes na Flórida

Investigação aponta que centro de detenção na Flórida mantinha imigrantes em celas metálicas minúsculas e violava normas básicas de saúde e segurança.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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14/09 às 14:02, atualizado 20:32

Pontos principais

  • Relatório do inspetor-geral do DHS revelou condições desumanas no centro de detenção Florida Soft-Sided Facility.
  • Detentos eram confinados em compartimentos metálicos externos comparados a cabines telefônicas.
  • Funcionários da unidade descreviam as celas de 1,67 metro quadrado como áreas de tranquilização.
  • A instalação, apelidada de 'Alligator Alcatraz', apresentava falhas graves em assistência médica e alimentação.
  • Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, 79 pessoas foram submetidas ao confinamento nessas microcelas.
  • O centro de detenção foi fechado definitivamente em junho de 2026 após disputas judiciais e críticas sobre custos.
  • O documento representa uma rara crítica interna de uma agência federal à administração Trump.

Um relatório da corregedoria do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos expôs graves violações de direitos humanos no centro de detenção de imigrantes Florida Soft-Sided Facility, localizado na região dos Everglades. Conhecida informalmente como 'Alligator Alcatraz', a unidade utilizava compartimentos metálicos externos, com apenas 1,67 metro quadrado, para confinar detentos sob o pretexto de 'tranquilização'. Segundo os investigadores, 79 pessoas foram mantidas nessas condições entre julho de 2025 e janeiro de 2026, com períodos de isolamento que variavam de poucos minutos a quase duas horas.

Além do uso das jaulas, o documento aponta que a instalação descumpria normas federais básicas de higiene, segurança ambiental e prestação de cuidados médicos. A superlotação e a precariedade no fornecimento de alimentação também foram destacadas como falhas críticas na gestão do local. O centro de detenção encerrou suas atividades em junho de 2026, motivado por controvérsias financeiras e pressões judiciais. O relatório, que detalha o tratamento desumano dispensado aos imigrantes, é visto como uma crítica interna incomum à política migratória da administração do presidente Donald Trump.

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