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Brasileiro relata tortura em centro de detenção nos EUA e deportação após reeleição de Trump

Um imigrante brasileiro detalha condições de tortura e maus-tratos em um centro de detenção na Flórida, conhecido como "Alcatraz dos Jacarés", após ser detido e deportado dos EUA, em um contexto de aumento de deportações.

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Foto: G1 Mundo
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09/02 às 20:00

Pontos principais

  • Anderson Crivelaro, brasileiro detido pelo ICE em agosto de 2025, foi deportado dos EUA após quatro meses em um centro de detenção na Flórida.
  • Ele descreve condições de tortura psicológica e física na unidade, incluindo comida escassa e poucos banhos, local já criticado pela Anistia Internacional.
  • A deportação de brasileiros dos EUA aumentou 47% em 2025, totalizando 3.526, coincidindo com a reeleição de Donald Trump.
  • Anderson, que entrou com visto de turismo e tentava legalizar sua situação, foi impedido de se despedir das filhas e está proibido de entrar nos EUA por 10 anos.
  • O Ministério de Direitos Humanos aponta que a maioria dos deportados são homens (74%) que foram para trabalhar e retornam para casas de familiares (63%).

Um imigrante brasileiro, Anderson Crivelaro, denunciou ter sofrido tortura psicológica e física em um centro de detenção do ICE na Flórida, apelidado de "Alcatraz dos Jacarés", antes de ser deportado dos Estados Unidos. Detido em agosto de 2025, Anderson relatou condições precárias como comida escassa e restrição de banhos, em uma unidade já alvo de críticas da Anistia Internacional por violações de direitos humanos. Sua deportação, que o impediu de se despedir das filhas que permanecem nos EUA, insere-se em um cenário de aumento de 47% nas deportações de brasileiros em 2025, totalizando 3.526, período que coincide com a reeleição de Donald Trump.

Anderson, que havia entrado no país com visto de turismo e buscava legalizar sua permanência, foi um dos alvos do ICE, e agora está proibido de entrar nos EUA por uma década. O perfil dos deportados, traçado pelo Ministério de Direitos Humanos, revela que a maioria são homens (74%) que viajaram com o objetivo de trabalhar, e 63% deles retornam para casas de familiares no Brasil, evidenciando o impacto social e familiar dessas deportações.

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