Disputa entre renováveis e setor de gás trava regulamentação do Redata
O governo federal enfrenta pressão de lobbies sobre o uso de fontes de energia em data centers beneficiados pelo programa Redata.
Pontos principais
- O projeto Redata concede incentivos fiscais para a instalação de data centers no Brasil.
- O Senado incluiu fontes de baixa emissão no texto, permitindo o uso de termelétricas a gás.
- Setores de energia renovável pressionam para restringir o uso de gás natural no programa.
- Representantes do gás defendem a fonte como essencial para garantir energia firme e contínua.
- Especialistas alertam que a exclusão do gás pode aumentar custos repassados às tarifas de energia.
O governo federal está no centro de uma disputa entre os setores de energia renovável e de gás natural durante a regulamentação do Redata, programa que oferece incentivos fiscais para a instalação de data centers. Enquanto empresas de energia limpa buscam restringir o uso de combustíveis fósseis, o Senado alterou o texto original para incluir fontes de baixa emissão, o que viabiliza a utilização de termelétricas a gás no setor.
Defensores do gás natural argumentam que a fonte é indispensável para assegurar energia firme e contínua, mitigando a intermitência característica das fontes eólicas e solares. Por outro lado, especialistas do setor elétrico alertam que a eventual proibição do gás poderia elevar os custos operacionais, resultando em repasses tarifários para a população. O projeto aguarda agora a sanção presidencial para definir os critérios definitivos de matriz energética para os novos centros de dados.
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