Denunciante acusa DHS de instruir agentes a mentir para acessar dados eleitorais
Um funcionário do DHS alega que agentes foram orientados a mentir para obter acesso a bancos de dados estaduais de eleitores em investigações de fraude.
Pontos principais
- Denunciante afirma que agentes do DHS foram instruídos a acessar registros estaduais de eleitores sob falsas alegações.
- Advogados do órgão teriam garantido aos funcionários que não seriam responsabilizados por possíveis violações de leis estaduais.
- A iniciativa busca investigar o voto de não cidadãos, mas enfrenta críticas sobre a confiabilidade dos dados e a legalidade das buscas.
- Senadores Chuck Schumer e Alex Padilla divulgaram o relatório, que aponta riscos a cidadãos naturalizados devido a erros de triagem.
Um denunciante do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos revelou que funcionários da agência foram instruídos a mentir para acessar bancos de dados eleitorais estaduais. A iniciativa faz parte de um esforço da administração Trump para investigar supostos casos de voto de não cidadãos, com agentes sendo pressionados a verificar o status de cidadania em prazos exíguos. Segundo o relato, advogados do órgão teriam assegurado aos servidores que eles não seriam responsabilizados pessoalmente por eventuais violações de leis estaduais durante as buscas.
O caso, divulgado pelos senadores Chuck Schumer e Alex Padilla, levanta preocupações sobre a integridade das investigações e o impacto direto na população. O denunciante aponta que a pressão por resultados rápidos tem gerado erros que afetam cidadãos naturalizados, resultando em triagens secundárias indevidas em aeroportos. Além da questão ética, a iniciativa enfrenta resistência judicial em diversos estados, onde o governo tem tentado obter listas de registro eleitoral e dados sensíveis de votação.
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