Governo federal determina sistema anti-drones no aeroporto de Guarulhos
Ministério de Portos e Aeroportos exige que concessionária instale tecnologia para detectar e neutralizar drones visando a segurança aérea.
Pontos principais
- O ministro Tomé Franca enviou diretriz à Anac para alterar o contrato de concessão do aeroporto.
- A medida obriga a concessionária a adquirir, instalar e operar sistemas de monitoramento de drones.
- O projeto visa mitigar riscos a pousos e decolagens no terminal internacional.
- A iniciativa conta com a colaboração da Polícia Federal, Decea, Receita Federal e Anatel.
- Guarulhos servirá como projeto-piloto para avaliar a expansão da tecnologia a outros aeroportos.
O Ministério de Portos e Aeroportos determinou que o Aeroporto Internacional de Guarulhos implemente um sistema avançado de detecção e neutralização de drones. O ministro Tomé Franca enviou uma diretriz oficial à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta sexta-feira (11), solicitando a inclusão da obrigatoriedade dessa tecnologia no contrato de concessão do terminal. A medida busca elevar os padrões de segurança operacional e mitigar riscos críticos durante as fases de pouso e decolagem das aeronaves.
A implementação será de responsabilidade da concessionária, que deverá seguir normas técnicas rigorosas em conjunto com órgãos como a Polícia Federal, o Decea, a Receita Federal e a Anatel. O Aeroporto de Guarulhos será o primeiro do país a adotar essa infraestrutura de proteção, servindo como um modelo experimental. O governo federal pretende utilizar os resultados obtidos nesta operação para avaliar a viabilidade de expandir o sistema de segurança para outros aeroportos brasileiros no futuro.
