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Trump promete dividendo de US$ 5 mil a americanos se republicanos vencerem

O presidente Donald Trump prometeu um pagamento de US$ 5 mil a cada adulto americano caso o Partido Republicano mantenha o controle do Congresso em novembro.

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Foto: G1 Mundo
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09/09 às 23:31, atualizado 10/09 às 10:32

Pontos principais

  • A promessa foi feita durante a convenção de meio de mandato do Partido Republicano em Dallas.
  • O benefício, apelidado de 'dividendo Trump', seria destinado a todos os cidadãos adultos do país.
  • A única condição imposta pelo presidente é que o valor seja gasto exclusivamente dentro dos Estados Unidos.
  • O custo estimado da medida é de aproximadamente US$ 1,2 trilhão aos cofres públicos.
  • Analistas alertam que o plano pode elevar o déficit federal e pressionar a inflação.
  • A legalidade da proposta é questionada devido a leis que proíbem pagamentos para induzir votos.
  • O vice-presidente JD Vance sugeriu que o financiamento viria de receitas tarifárias, apesar de decisões judiciais contrárias.
  • Trump justificou a medida citando a força e o sucesso econômico atual do país.
  • O anúncio ocorre em um momento de baixa popularidade do presidente, com pesquisas indicando 33% de aprovação.

O presidente Donald Trump anunciou, durante a convenção de meio de mandato do Partido Republicano realizada em Dallas, a promessa de um dividendo de US$ 5 mil para cada cidadão adulto dos Estados Unidos. Em seu discurso, o mandatário comparou a economia nacional a uma empresa bem-sucedida, justificando a distribuição de caixa como uma forma de compartilhar o sucesso financeiro do país com seus cidadãos. A medida, contudo, está estritamente condicionada à vitória republicana nas eleições legislativas de 3 de novembro, que decidirão o controle da Câmara e do Senado.

A proposta impõe uma condição específica para o uso do recurso: o valor deve ser gasto integralmente dentro do território americano. O presidente enfatizou que o objetivo é estimular a economia interna, desencorajando o consumo de produtos ou serviços estrangeiros. Apesar da promessa, o governo não detalhou a fonte dos recursos para financiar o plano, que possui um custo estimado de US$ 1,2 trilhão, montante que se somaria ao déficit federal já existente de cerca de US$ 1,8 trilhão.

A viabilidade da iniciativa enfrenta ceticismo de economistas e parlamentares, que alertam para o risco de um aumento significativo na inflação e na pressão sobre os rendimentos dos títulos do Tesouro. Além das preocupações fiscais, especialistas em direito eleitoral apontam possíveis obstáculos legais, citando precedentes sobre a proibição de pagamentos diretos que possam ser interpretados como incentivos para induzir o voto. O vice-presidente JD Vance tentou suavizar a repercussão, sugerindo que o pagamento seria financiado por receitas de tarifas, embora a estratégia enfrente desafios jurídicos na Suprema Corte.

O anúncio ocorre em um cenário político desafiador para a administração, com a popularidade de Trump atingindo a marca de 33% em pesquisas recentes. A convenção em Dallas também serviu para consolidar a influência do presidente sobre o partido, embora a ausência de figuras moderadas tenha evidenciado divisões internas na legenda. Enquanto a campanha republicana busca mobilizar o eleitorado para as eleições de novembro, a promessa do dividendo permanece como um dos pontos centrais e mais controversos do debate político atual.

Além da questão econômica, o evento foi marcado por declarações de Trump sobre política externa, incluindo a afirmação de que a guerra no Irã terminará logo após o pleito. O presidente defendeu a continuidade das ações no Oriente Médio para impedir o desenvolvimento de armas nucleares, mantendo um tom de confronto com o Partido Democrata. A proposta de US$ 5 mil, portanto, integra uma estratégia mais ampla de Trump para centralizar o discurso eleitoral em torno de sua liderança e dos resultados econômicos de seu mandato.

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