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Drones ucranianos atingem plantas de gás no Ártico russo a 3.000 km

Ataque mais profundo da guerra alcançou Novy Urengoy, cujo complexo processa 19,5 milhões de toneladas de condensado de gás por ano.

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10/09 às 09:00

Pontos principais

  • As Forças de Operações Especiais da Ucrânia informaram em 9 de setembro que drones voaram mais de 3.000 km para atingir duas plantas de processamento de condensado de gás no Okrug Autônomo de Yamalo-Nenets.
  • Foi o ataque mais profundo em território russo desde o início da guerra; os alvos ficam no distrito de Purovsky e em Novy Urengoy.
  • A planta de Novy Urengoy tem capacidade projetada de 19,5 milhões de toneladas de condensado de gás por ano e produz diesel e outros derivados usados pelas forças armadas russas.
  • A planta de Purovsky processou 13,4 milhões de toneladas de condensado de gás em 2025, segundo a Ucrânia.
  • A fabricante ucraniana Fire Point afirmou que seu drone de longo alcance FP-1 percorreu mais de 3.300 km até atingir o alvo.
  • O governador Dmitry Artyukhov confirmou o ataque no Telegram, dizendo que a incursão foi repelida, mas que a queda de destroços provocou um incêndio; não houve mortos ou feridos.
  • As Forças de Operações Especiais ucranianas classificaram o ataque como parte de suas 'sanções de longo alcance' contra a economia russa, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de sustentar a guerra.
  • O recorde anterior era uma refinaria em Omsk, a cerca de 2.500 km da fronteira, atingida em 6 de julho.
  • Refinarias no Oblast de Perm, a mais de 1.500 km de distância, foram atingidas em 7 de setembro.

A distância é o dado central. O alcance anterior da Ucrânia parava em cerca de 2.500 km, com a refinaria de Omsk em 6 de julho; o ataque de 9 de setembro dobra a área de risco ao alcançar a parte ártica da Rússia. O enviado do Kremlin aos Urais, Artem Zhoga, reconheceu que foi o primeiro ataque ucraniano a chegar até lá.

Novy Urengoy é uma cidade de mais de 100.000 habitantes logo ao sul do Círculo Polar Ártico, a maior da região, e nunca havia registrado um ataque a uma instalação de gás. A escolha do alvo é econômica e militar ao mesmo tempo: as plantas de condensado produzem diesel e derivados consumidos pelas forças armadas russas.

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