Rússia enfrenta pior escassez de combustível em anos enquanto drones ucranianos apagam Sevastopol
55 das 83 entidades federais restringem venda de gasolina e diesel; ataques tiraram 20%+ da capacidade de refino e cortaram energia na Crimeia.
Pontos principais
- Em 24 de junho, ao menos 55 das 83 entidades federais russas relatavam restrições à venda de gasolina e diesel (RFE/RL).
- Ataques de drones ucranianos a terminais, refinarias e oleodutos tiraram de operação mais de 20% da capacidade de refino.
- A IEA classificou a disrupção como 'sem precedentes na história do conflito Rússia-Ucrânia'.
- Ataque à Crimeia cortou a energia em Sevastopol após drones atingirem a principal subestação da cidade.
- Zelensky disse que ataques destruíram mais de 60.000 toneladas de munição em arsenal da Frota do Báltico, perto de São Petersburgo.
A campanha ucraniana de longo alcance contra a infraestrutura energética russa atingiu um novo patamar: mais da metade das regiões do país relata restrições ao combustível, e analistas estimam que mais de um quinto da capacidade de refino foi colocada fora de operação. A Agência Internacional de Energia (IEA) chamou o nível de disrupção de inédito no conflito.
Na Crimeia ocupada, drones atingiram a principal subestação de Sevastopol durante a noite, interrompendo trólebus e levando autoridades a orientar moradores a manter as crianças em casa. A Rússia disse ter destruído mais de 300 drones na mesma noite; Kiev relatou 101 drones russos lançados, dos quais 95 interceptados.
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