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Drones ucranianos atingem refinaria em Omsk a 2.700 km de distância

Ataque de longo alcance à maior refinaria da Rússia na Sibéria marca uma nova fase na estratégia ucraniana de desestabilizar o setor de combustíveis.

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Foto: Kyivpost
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06/07 às 22:45 · atualizado 07/07 às 08:25

Pontos principais

  • Drones ucranianos do modelo FP-1 atingiram a refinaria de Omsk, na Sibéria, a 2.700 km da fronteira.
  • O ataque causou um incêndio na instalação, que é uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia.
  • Autoridades russas confirmaram a ofensiva, mas afirmaram que a maioria dos drones foi interceptada.
  • A Ucrânia tem intensificado ataques contra infraestruturas energéticas russas para impactar o fornecimento interno.
  • Ações simultâneas foram registradas em portos estratégicos e na região da Crimeia.

Drones ucranianos realizaram um ataque de longo alcance contra a refinaria de Omsk, na Sibéria, demonstrando uma capacidade operacional inédita ao atingir um alvo situado a 2.700 quilômetros de distância. A operação, atribuída pela empresa Fire Point ao uso de drones FP-1, provocou um incêndio na instalação, que é considerada uma das maiores do setor petrolífero russo. Embora Moscou tenha confirmado o incidente, o Ministério da Defesa russo alegou que a maior parte dos dispositivos foi neutralizada pelas defesas aéreas locais.

Esta ofensiva faz parte de uma campanha estratégica mais ampla da Ucrânia, que busca desestabilizar a economia russa ao comprometer sua infraestrutura de refino e o fornecimento interno de combustível. Além de Omsk, ataques coordenados foram reportados em portos estratégicos como Ust-Luga e Vysotsk, além de alvos na Crimeia, sinalizando uma escalada na pressão ucraniana sobre pontos vitais da logística russa em meio ao conflito prolongado.

Fontes primárias

Генеральний штаб Збройних Сил України (canal oficial no Telegram)

Уражено Омський НПЗ. Відстань від держкордону України - майже 2,5 тисячі км

O Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia confirma que unidades das Forças de Operações Especiais atingiram a refinaria de Omsk (região de Omsk), a quase 2.500 km da fronteira ucraniana — a última das 11 maiores produtoras de gasolina da Rússia ainda não atingida pelas forças ucranianas. Segundo o comunicado, a planta é a mais potente do país (mais de 21 milhões de toneladas/ano), com profundidade de refino de cerca de 99%, produzindo gasolinas de alta octanagem (AI-92, AI-95, G-Drive 100), diesel padrão Euro-5, querosene de aviação (TS-1, RT), além de benzeno, paraxileno, ortoxileno e lubrificantes — e abastece o exército russo de ocupação. O texto relata impactos seguidos de incêndio no local, com a extensão dos danos ainda sendo apurada, e afirma que a unidade de destilação primária de petróleo ELOU-AVT-11 (capacidade projetada de 8,4 milhões de toneladas/ano) foi atingida.

Denys Shtilierman, cofundador/diretor técnico da Fire Point (conta pessoal no X)

"Омський НПЗ зустрічає новий FP1!!!" — publicação de Denys Shtilierman com vídeo do ataque

Shtilierman publica um vídeo anunciando que a refinaria de Omsk foi atingida pelo novo drone FP-1 da Fire Point, fabricante ucraniana de drones de ataque de longo alcance. Ao ser questionado nos comentários sobre o alcance da versão modernizada (citado como "2500+ km"), ele responde diretamente "3400", atribuindo à empresa o crédito técnico pelo ataque e afirmando um alcance operacional de 3.400 km para o FP-1 usado na operação — divergindo da distância de ~2.500 km citada pelo Estado-Maior ucraniano.

Министерство обороны России (canal oficial no Telegram)

Boletim diário de defesa aérea, 6 de julho de 2026

O Ministério da Defesa russo informa que, entre 8h e 20h (horário de Moscou) do dia 6 de julho, meios de plantão da defesa aérea interceptaram e destruíram 116 drones ucranianos de asa fixa sobre os territórios das regiões de Belgorod, Bryansk, Kaluga, Kursk, Leningrado, Omsk, Smolensk, Tver, Tula, do território de Krasnodar, da região de Moscou, da República do Bascortostão, da República da Crimeia e sobre as águas dos mares de Azov e Negro. A região de Omsk consta explicitamente na lista, sustentando a versão russa de que o ataque foi majoritariamente neutralizado — mas o boletim não detalha separadamente quantos drones atingiram ou não o alvo em Omsk.

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