DOJ investiga acordo de US$17 bilhões entre Nvidia e Groq
A apuração examina se a Nvidia estruturou como licença de tecnologia o que na prática funcionaria como uma aquisição.
Pontos principais
- O New York Times informou em 9 de setembro de 2026, citando duas pessoas com conhecimento da apuração, que o DOJ investiga se a Nvidia tentou driblar o escrutínio antitruste sobre o acordo com a Groq.
- A Nvidia anunciou no ano passado um acordo de US$17 bilhões com a Groq por uma licença não exclusiva da tecnologia de chips da startup.
- A Nvidia contratou vários executivos da Groq, incluindo o fundador Jonathan Ross.
- O DOJ abriu a investigação pouco depois do anúncio, em dezembro, e enviou à Nvidia um pedido formal de informações.
- O órgão pode multar a Nvidia se concluir que a empresa conduziu mal o acordo, mas dificilmente buscará desfazer a transação.
- Os senadores Elizabeth Warren e Richard Blumenthal questionaram o acordo em março, dizendo que arranjos assim 'funcionam como fusões de fato'.
- A Bloomberg avaliou o acordo de licenciamento em US$20 bilhões.
A estrutura é o objeto da investigação. Licenças de tecnologia não passam pelo mesmo crivo de fusões e aquisições, mas a combinação de uma licença bilionária com a contratação do fundador e de vários executivos da startup produz um resultado prático parecido com o de uma compra — foi exatamente esse o argumento de Warren e Blumenthal em março.
A Nvidia rejeita o enquadramento. Um porta-voz disse que a história da Groq é 'um exemplo primoroso do sistema americano funcionando como foi desenhado, para promover inovação, recompensar empreendedores e beneficiar consumidores'. Mesmo em caso de conclusão desfavorável, a expectativa relatada é de multa, não de desfazimento do negócio.
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