Debenturistas da Apex Partners exigem provas sobre lastro de R$ 452 mi
Investidores questionam a segurança das garantias de debêntures da Apex Partners diante de um iminente pedido de recuperação judicial.
Pontos principais
- Debenturistas cobram comprovação de lastro para R$ 452,1 milhões em debêntures emitidas pela Rhino Securitizadora.
- A ausência de identificação nominal da carteira de créditos gera incerteza sobre a segurança do investimento.
- Investidores apontam possíveis divergências no registro da Rhino Securitizadora junto à CVM.
- A Apex Partners obteve tutela cautelar para recuperação judicial, com prazo expirado em setembro de 2026.
Debenturistas da Apex Partners, organizados pelo Instituto Empresa, intensificaram a pressão sobre a gestora para exigir a comprovação do lastro de R$ 452,1 milhões em debêntures emitidas por meio da Rhino Securitizadora. O grupo manifesta preocupação com a falta de transparência sobre as garantias oferecidas, especialmente porque o investimento não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos. Além disso, questionamentos sobre a governança da Rhino e divergências documentais em seu registro na CVM têm ampliado a desconfiança dos credores.
A situação ocorre em um momento crítico para a Apex Partners, que obteve uma tutela cautelar para iniciar um processo de recuperação judicial. O prazo de 30 dias concedido pela Justiça para o protocolo formal do pedido expirou em 6 de setembro de 2026, mantendo o mercado em alerta. A gestão de Pedro Chieppe Ferraço, acionista da Apex e diretor de compliance da securitizadora, segue sob escrutínio dos investidores que buscam proteger seus ativos diante da instabilidade financeira da companhia.
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