Debêntures da Apex Partners têm 75% do volume concentrado em 15 investidores
Concentração de capital e crise financeira marcam o cenário da Apex Partners, que enfrenta auditorias e possível pedido de recuperação judicial.
Pontos principais
- Cerca de 75% dos R$ 452,3 milhões em debêntures da Apex estão concentrados em apenas 15 investidores.
- Os papéis foram emitidos pela Rhino Securitizadora a partir de 2024, com vencimentos entre 2027 e 2030.
- O grupo possui um passivo total estimado em R$ 1 bilhão e enfrenta uma crise financeira severa.
- Fernando Kulnig Cinelli foi afastado da presidência após auditorias internas revelarem inconsistências contábeis.
- Os investimentos distribuídos pela plataforma não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A Apex Partners enfrenta um cenário de instabilidade financeira, com um passivo total estimado em R$ 1 bilhão. Dados recentes revelam que 75% do volume de R$ 452,3 milhões em debêntures emitidas pela Rhino Securitizadora estão concentrados nas mãos de apenas 15 grandes investidores. Os papéis, que possuem vencimentos programados entre 2027 e 2030, contam com ações da BRM Apex Investimentos e da própria Apex como garantia, mas não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A situação agravou-se após auditorias internas identificarem inconsistências nas contas da companhia, resultando no afastamento de Fernando Kulnig Cinelli da presidência. O grupo agora lida com a possibilidade de um pedido de recuperação judicial, o que gera incertezas sobre o futuro dos ativos e a segurança dos investidores envolvidos na operação.
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