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Apple reajusta preços de iPhones antigos no Brasil em até 14,8%

O aumento nos valores de modelos anteriores ocorre devido à escassez global de chips de memória impulsionada pela demanda de data centers de IA.

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Foto: Época Negócios
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10/09 às 15:45, atualizado 18:03

Pontos principais

  • Modelos antigos de iPhone tiveram reajustes entre R$ 200 e R$ 2 mil no mercado brasileiro.
  • A alta é causada pela 'inflachip', fenômeno decorrente da alta demanda de componentes por data centers de inteligência artificial.
  • A Apple priorizou o aumento em versões com maior capacidade de armazenamento para proteger margens nos modelos de entrada.
  • Estimativas do J.P. Morgan apontam que a inflação de componentes de memória pode chegar a 400% até o final de 2026.

A Apple aplicou um reajuste de até 14,8% nos preços de modelos antigos de iPhone comercializados no Brasil. O movimento é uma resposta direta à escassez global de chips de memória e armazenamento, um cenário impulsionado pela crescente demanda de data centers de inteligência artificial. Para mitigar o impacto nos custos de produção e preservar as margens de lucro nos aparelhos de entrada, a companhia optou por elevar os valores, especialmente nas versões com maior capacidade de armazenamento, como os modelos de 1 TB.

Este fenômeno, apelidado de 'inflachip', tem pressionado toda a cadeia de suprimentos global, com fabricantes como Micron, SK Hynix e Samsung atingindo patamares recordes de valor de mercado. Analistas do J.P. Morgan projetam que a inflação de componentes de memória pode atingir 400% entre o início de 2024 e o final de 2026, sinalizando que a pressão sobre os preços de eletrônicos de consumo deve persistir no médio prazo.

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