Presença feminina em cargos de alta liderança atinge recorde na B3
Estudo aponta que, apesar do aumento de mulheres em diretorias e conselhos, a maioria das empresas ainda mantém apenas uma representante feminina.
Pontos principais
- A participação feminina em diretorias estatutárias de empresas listadas na B3 cresceu de 39% em 2021 para 51% em 2026.
- Cerca de 70% das companhias possuem mulheres em seus conselhos de administração, um avanço frente aos 55% registrados em 2021.
- Apenas 18% das empresas contam com duas ou mais mulheres em suas diretorias estatutárias, evidenciando uma concentração em vez de equilíbrio.
- O fenômeno do 'degrau quebrado' na primeira promoção para gestão é identificado como um obstáculo para a ascensão ao C-level.
O estudo 'Lideranças Plurais 2026', realizado pela B3, indica um crescimento expressivo na ocupação de cargos de alta liderança por mulheres nas empresas listadas na bolsa brasileira. Embora os números mostrem que a maioria das companhias já integra mulheres em seus conselhos e diretorias, a análise revela que a representatividade ainda é limitada. Na prática, a configuração mais frequente é a presença de apenas uma mulher por órgão, o que sugere um avanço quantitativo que ainda não se traduz em diversidade plural nas instâncias de decisão. Especialistas apontam que barreiras como o 'degrau quebrado' na transição para cargos de gestão continuam a dificultar a progressão de carreira feminina até o nível de C-level. O cenário reflete os desafios persistentes para alcançar um equilíbrio real, mesmo com a adoção de critérios de governança baseados no modelo 'pratique ou explique'.
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