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Netanyahu processa jornal Haaretz por reportagem sobre ataque do Hamas

Primeiro-ministro de Israel nega ter ignorado alertas dos Emirados Árabes sobre o ataque de 7 de outubro e aciona a justiça por difamação.

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Foto: G1 Mundo
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09/09 às 04:40, atualizado 16:03

Pontos principais

  • Benjamin Netanyahu anunciou processo contra o jornal Haaretz e o jornalista Shlomi Eldar.
  • A ação judicial contesta reportagem que alega aviso prévio do líder dos Emirados Árabes Unidos sobre o ataque do Hamas.
  • O gabinete do premiê nega qualquer contato telefônico ou visita de representantes emiradenses entre setembro e outubro de 2023.
  • Netanyahu atribuiu falhas de segurança a chefes das forças de segurança, alegando falta de aviso prévio.
  • Opositores políticos utilizaram a reportagem para questionar a aptidão do primeiro-ministro para o cargo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que moverá uma ação judicial por difamação contra o jornal Haaretz e o jornalista Shlomi Eldar. O processo é uma resposta a uma reportagem que sugeria que o premiê teria ignorado um alerta antecipado sobre o ataque do Hamas, ocorrido em 7 de outubro de 2023, o qual teria sido transmitido pelo presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed. O gabinete de Netanyahu classificou as alegações como falsas, afirmando que registros oficiais de chamadas e de entrada na residência oficial não comprovam qualquer contato ou visita de autoridades emiradenses no período mencionado. Além de negar o aviso, o premiê refutou ter recebido alertas do Egito sobre a operação e transferiu a responsabilidade pelas falhas de segurança aos chefes das agências de inteligência e das Forças de Defesa de Israel, Ronen Bar e Herzi Halevi. A publicação do Haaretz, baseada em trechos de um livro, gerou forte reação da oposição israelense, com nomes como Gadi Eisenkot, Naftali Bennett e Yair Golan questionando a capacidade de Netanyahu de permanecer no poder. Em meio ao clima eleitoral, o premiê denunciou o que chamou de interferência estrangeira no processo político do país. O episódio intensifica a pressão sobre a gestão de Netanyahu, que enfrenta questionamentos constantes desde o início da guerra, que resultou em mais de 1.200 mortes e centenas de sequestros.

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