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Vinci Compass prepara consórcio para leilão de baterias de R$ 8 bi

A gestora Vinci Compass articula parcerias para o primeiro leilão de armazenamento de energia do Brasil, que deve movimentar R$ 8 bilhões em dezembro.

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Foto: Pipeline Valor
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08/09 às 06:31, atualizado 16:03

Pontos principais

  • O primeiro leilão de baterias do país está agendado para os dias 2 e 4 de dezembro.
  • A Vinci Compass planeja participar por meio de seu fundo de impacto, buscando desenvolvedores de projetos.
  • O certame prevê concessões de 15 anos com início de suprimento programado para 2028.
  • Empresas como Petrobras, Engie, Eneva, Tesla, BYD e Huawei figuram entre as interessadas.
  • O leilão visa o armazenamento de energia (LRCAP) e conta com mais de seis mil projetos cadastrados.
  • A Aneel planeja publicar o edital definitivo em outubro, após concluir a consulta pública.
  • Divergências sobre o pagamento do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP) geram incertezas sobre o cronograma.

A gestora Vinci Compass está estruturando um consórcio para participar do primeiro leilão de baterias do Brasil, um marco para o setor de armazenamento de energia. O certame, previsto para ocorrer nos dias 2 e 4 de dezembro, deve movimentar pelo menos R$ 8 bilhões em investimentos, atraindo grandes players globais e nacionais, como Tesla, BYD, Huawei, Petrobras e Engie. A Vinci pretende atuar por meio de seu fundo de impacto, buscando parcerias estratégicas com desenvolvedores para viabilizar projetos de longo prazo, com concessões de 15 anos e início de operação em 2028. A iniciativa é vista como essencial para a estabilidade do sistema elétrico, permitindo o armazenamento de energia renovável para períodos de alta demanda.

Apesar do otimismo do mercado, a realização do leilão enfrenta desafios regulatórios significativos. O principal impasse reside na definição de quem arcará com os custos do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP). A legislação atual determina que o ônus recaia sobre as geradoras, o que tem gerado conflitos entre empresas de diferentes fontes de energia e ameaças de judicialização. Enquanto a Aneel trabalha para publicar o edital definitivo em outubro, o setor aguarda definições sobre o rateio desses custos, fator que ainda coloca em risco a manutenção do cronograma original para o final de 2026.

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