Pesquisadores criam worm de IA capaz de invadir contas do WeChat
O WeWorm, criado pela empresa de segurança Calif com apoio de IA, sequestrava contas do WeChat por chamadas de voz explorando uma falha na pilha de VoIP do app, já corrigida pela Tencent.
Pontos principais
- O worm, batizado de WeWorm pela empresa de segurança Calif, se propaga por chamadas do WeChat: o atacante liga para a vítima e explora, ainda durante o toque, uma falha de corrupção de memória na pilha de VoIP do aplicativo.
- A vítima não precisa atender a chamada para ser invadida; mesmo se atender, não ouve nada, e o ataque segue funcionando.
- Em teste com três aparelhos, a Calif tomou um iPhone 17e ao ligar de um Pixel 10a e, com a conta já invadida, tomou um segundo Pixel 10a, demonstrando a propagação em cadeia.
- A Calif estima que, se explorada em larga escala, a falha poderia comprometer mais de 1 bilhão de contas ou aparelhos, a maioria de usuários chineses e da diáspora.
- O ataque exige que o invasor já esteja na lista de contatos da vítima, mas isso pode ser contornado sequestrando primeiro a conta de um amigo dela.
- Segundo a Calif, o sistema de IA da empresa identificou a falha e a equipe escreveu o primeiro exploit de execução remota de código em cerca de dois dias, concluindo o worm completo em mais uma semana.
- A Calif reportou a falha à Tencent em 24 de julho; a empresa lançou as correções Android 8.0.77 e iOS 8.0.76 em 21 de agosto e confirmou a mitigação no servidor em 28 de agosto.
- Em 4 de setembro a Tencent confirmou que a falha permitia execução remota de código; a Calif optou por não divulgar os detalhes técnicos do bug até apresentá-los em uma conferência.
Batizado de WeWorm pela empresa de segurança Calif, o worm sequestra contas do WeChat por chamadas de voz, explorando uma falha de corrupção de memória na pilha de VoIP do app, sem que a vítima precise atender. A conta invadida liga então para o próximo contato, repetindo o ataque. A Calif estima que, em larga escala, a falha poderia comprometer mais de 1 bilhão de contas, embora exija que o invasor já esteja na lista de contatos da vítima. A Tencent recebeu o alerta em 24 de julho e lançou correções em 21 de agosto.
