China aponta falhas de segurança no Claude Code da Anthropic
O governo chinês e empresas como a Alibaba alertaram para riscos de espionagem e coleta indevida de dados sensíveis na ferramenta de programação da Anthropic.
Pontos principais
- O Banco de Dados Nacional de Vulnerabilidades da China (NVDB) classificou a falha no Claude Code como grave.
- O órgão chinês afirma que versões da 2.1.91 à 2.1.196 possuem um backdoor para envio de dados a servidores remotos.
- Dados sensíveis, como localização e identificadores de usuários, seriam transmitidos sem autorização.
- A Alibaba proibiu o uso da ferramenta por seus funcionários em 3 de julho, classificando-a como de alto risco.
- Pesquisadores de segurança identificaram um rastreador esteganográfico oculto no código da ferramenta.
- A Anthropic removeu o rastreador após a exposição pública do código por especialistas.
- A empresa americana defende que o código era um experimento para prevenir o uso indevido de contas e a destilação de modelos.
- A Anthropic acusa laboratórios chineses de treinar modelos de IA de forma ilícita utilizando sua tecnologia proprietária.
- Autoridades chinesas recomendaram a desinstalação imediata do software ou a atualização para versões recentes.
- O caso intensifica a disputa tecnológica e as tensões sobre segurança de dados entre Pequim e Washington.
O governo chinês, por meio do Banco de Dados Nacional de Vulnerabilidades (NVDB), emitiu um alerta crítico sobre a ferramenta de programação Claude Code, desenvolvida pela startup americana Anthropic. Segundo o regulador, versões do software entre 2.1.91 e 2.1.196 contêm vulnerabilidades que funcionariam como um backdoor, permitindo a transmissão de dados sensíveis, como localização e identidade do usuário, para servidores remotos sem consentimento. A denúncia foi reforçada por ações corporativas, como a proibição do uso da ferramenta pela Alibaba, que classificou o software como um risco de segurança.
A controvérsia ganhou tração após pesquisadores de segurança exporem um rastreador oculto no código da ferramenta, que utilizava técnicas de esteganografia para monitorar usuários na China. Em resposta, a Anthropic removeu o mecanismo, mas justificou a presença do código como parte de um experimento técnico. Segundo a empresa, o objetivo era impedir o uso indevido de contas e coibir a destilação ilegal de seus modelos de IA, alegando que laboratórios chineses têm utilizado sua tecnologia de forma não autorizada para treinar modelos próprios.
Este episódio reflete a crescente desconfiança mútua no setor de tecnologia entre os Estados Unidos e a China. Enquanto Pequim reforça o controle sobre ferramentas de IA estrangeiras em redes corporativas críticas, a Anthropic mantém a postura de que suas medidas de segurança são necessárias para proteger sua propriedade intelectual. O governo chinês recomendou que empresas e desenvolvedores auditem suas máquinas e reforcem o controle sobre conexões externas, marcando mais um capítulo na disputa pela soberania e segurança de dados no desenvolvimento de inteligência artificial.
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