Emirados Árabes rejeitam controle iraniano sobre Estreito de Ormuz
Anwar Gargash afirmou que o uso da via marítima como instrumento de coerção é inaceitável e que o país não permitirá que suas exportações sejam reféns.
Pontos principais
- O conselheiro diplomático dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, declarou que nenhum Estado deve exercer controle exclusivo sobre o Estreito de Ormuz.
- A posição foi tomada após o Irã anunciar planos para estabelecer uma nova zona de exclusão marítima na região.
- O governo dos Emirados classificou a tentativa de controle como uma forma inaceitável de coerção contra atividades comerciais e energéticas.
- O Irã tem sido acusado de ameaçar embarcações internacionais com o uso de minas, drones e mísseis em meio ao conflito regional.
O conselheiro diplomático dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, rejeitou formalmente a tentativa do Irã de estabelecer controle exclusivo sobre o Estreito de Ormuz. Em declaração oficial, Gargash classificou o uso da rota marítima como um instrumento de coerção inaceitável, reforçando que o país não permitirá que suas exportações de energia e atividades comerciais sejam mantidas como reféns por ações de terceiros. A postura dos Emirados surge em resposta aos planos iranianos de implementar uma nova zona de exclusão na região, intensificando as tensões no Golfo. O cenário é agravado por ataques recentes dos houthis, apoiados pelo Irã, contra instalações energéticas sauditas, que elevaram os preços globais do petróleo. A instabilidade no Estreito de Ormuz, ponto crítico para o fornecimento mundial de energia, permanece como um dos principais focos de preocupação diplomática no conflito regional em curso.
