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Trump ameaça proibir venda de jatos da canadense Bombardier nos EUA

O presidente Donald Trump exigiu que a Bombardier fabrique aeronaves em solo americano para continuar operando no mercado dos Estados Unidos.

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Foto: G1 Mundo
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07/09 às 16:01 · atualizado 18:01

Pontos principais

  • Donald Trump declarou na Truth Social que a Bombardier não poderá mais vender produtos nos EUA.
  • O presidente americano condicionou o acesso ao mercado local à transferência de parte da produção para o país.
  • Trump criticou a qualidade das aeronaves e acusou o Canadá de bloquear operações de empresas americanas, como a Gulfstream.
  • A medida ocorre em meio a uma escalada de tensões comerciais e tarifas retaliatórias entre Washington e Ottawa.
  • A Bombardier possui uma base de fornecedores significativa nos EUA, com mais de 2,8 mil parceiros em 47 estados.
  • A restrição pode beneficiar a brasileira Embraer, principal concorrente da canadense no segmento de jatos executivos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma ofensiva contra a fabricante canadense Bombardier, declarando que a empresa não terá mais permissão para vender seus produtos no mercado americano. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que os produtos da companhia não possuem qualidade suficiente e que a empresa tem tratado os Estados Unidos como um "cofrinho", enquanto o Canadá impõe barreiras a empresas americanas, como a Gulfstream Aerospace. O presidente foi enfático ao determinar que, caso a Bombardier deseje manter o acesso aos compradores, aeroportos e serviços dos EUA, deverá transferir sua produção para território americano.

A ameaça de boicote ocorre em um momento de deterioração nas relações comerciais entre os dois países. O Canadá prepara a implementação de tarifas que variam entre 15% e 50% sobre produtos americanos, em resposta às taxas de 50% impostas pelos EUA sobre bens canadenses em agosto. A Bombardier, que mantém uma vasta cadeia de suprimentos nos Estados Unidos, com mais de 2,8 mil fornecedores, enfrenta agora o risco de perder um mercado que representa uma parcela expressiva de sua receita global.

Analistas do setor apontam que a restrição pode alterar a dinâmica competitiva no mercado de jatos executivos de médio porte. Com a possível exclusão da Bombardier, a brasileira Embraer surge como uma das principais beneficiadas, podendo absorver parte da demanda de clientes americanos que buscam alternativas às aeronaves canadenses. A disputa retoma tensões anteriores, quando Trump chegou a ameaçar a retirada de certificações de jatos da fabricante em janeiro, em um cenário de protecionismo que reflete a política de "America First" adotada pela atual administração.

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