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Ofensiva houthi rumo a Bab al-Mandab deixa mais de 300 mortos no Iêmen

São os combates mais letais desde o colapso do cessar-fogo de 2022; 84 soldados do governo morreram em pouco mais de meio dia.

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07/09 às 09:00

Pontos principais

  • Mais de 300 combatentes e alguns civis morreram desde o início da ofensiva houthi na quinta-feira, segundo contagem da AFP com fontes militares e médicas dos dois lados.
  • São os combates mais letais no Iêmen desde o colapso do cessar-fogo de 2022, em julho.
  • Entre o meio-dia de sábado e a madrugada de domingo, 84 soldados do governo apoiado pela Arábia Saudita foram mortos, a maioria em ataques com mísseis.
  • Quatro fontes militares houthis relataram 57 combatentes rebeldes mortos no mesmo período.
  • Os houthis tentam isolar o porto de Mokha, controlado pelo governo, e avançar em direção ao estreito de Bab al-Mandab.
  • Na noite de sábado os rebeldes cortaram a estrada que liga Taiz a Mokha, segundo um oficial militar do governo.
  • As forças do governo afirmam ter retomado o distrito de Hais, ao sul de Hodeidah, e capturado dezenas de combatentes houthis em al-Jarahi.

A geografia explica por que a ofensiva importa além do Iêmen. Com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã a navios comerciais, o ponto de estrangulamento de Bab al-Mandab ganhou importância como rota de trânsito para o petróleo da Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo bruto.

O distrito de Hais, que o governo diz ter retomado, é um entroncamento que liga as províncias de Hodeidah, Taiz e Ibb. Centenas de famílias fugiram de suas casas e o Ministério do Planejamento do Iêmen apelou a doadores internacionais para ajudar os deslocados.

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