Trump interrompe negociações com o Irã e navio é atingido em Ormuz
Um tripulante morreu no ataque a um cargueiro; o tráfego no estreito caiu a cerca de 10 travessias diárias e o Brent fechou a US$91,02.
Pontos principais
- Trump publicou em 18 de agosto que não há "conversas ou negociações em andamento, ou agendadas" com a República Islâmica do Irã, e que o bloqueio naval permanece em pleno vigor.
- Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está "aberto e operando" e que todas as minas aquáticas foram removidas ou detonadas.
- Autoridades da Casa Branca disseram a aliados que a estratégia mudou de "martelar o Irã o quanto antes" para "estrangulá-los" ao longo do tempo.
- Um projétil atingiu um cargueiro que saía do estreito na madrugada de 18 de agosto, danificando a casa de máquinas e matando um tripulante; a guarda costeira de Omã socorreu os sobreviventes, segundo a UKMTO.
- O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos disse que suas defesas aéreas detectaram dois mísseis balísticos lançados do Irã, um caindo fora e outro dentro de suas águas territoriais.
- O tráfego observado ficou numa média móvel de cinco dias de cerca de 10 travessias, o menor patamar desde 11 de maio; antes da guerra passavam cerca de 130 embarcações por dia.
O negociador-chefe do Irã, o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf, disse em 18 de agosto que o estreito continuará fechado até que Washington suspenda o bloqueio, encerre as sanções ao petróleo, libere ativos congelados e pare com ameaças militares. O memorando de entendimento de 17 de junho expirou na segunda-feira sem prorrogação.
O efeito no mercado de energia é direto: com o fluxo reduzido a menos de um décimo do volume pré-guerra, o Brent fechou a US$91,02 por barril, o nível mais firme desde 24 de julho.
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