ETFs irlandeses ganham destaque entre brasileiros com juros altos nos EUA
Investidores brasileiros buscam ETFs europeus para otimizar rendimentos e evitar tributação americana em meio à alta dos juros nos EUA.
Pontos principais
- ETFs irlandeses reinvestem dividendos automaticamente, evitando a retenção de 30% de imposto na fonte.
- A estrutura europeia oferece proteção contra o imposto sobre herança americano para ativos acima de US$ 60 mil.
- Simulações indicam um ganho adicional de cerca de 1% ao ano em comparação a ETFs americanos equivalentes.
- A alta dos juros nos EUA é pressionada por inflação, incertezas fiscais e tensões geopolíticas.
Com a escalada dos juros nos Estados Unidos, impulsionada por incertezas fiscais e tensões geopolíticas, investidores brasileiros têm voltado sua atenção para os ETFs domiciliados na Irlanda. Conhecidos como fundos de acumulação, esses veículos permitem o reinvestimento automático de dividendos, o que evita a retenção de 30% de imposto na fonte comum em fundos americanos. Além da eficiência fiscal, a estrutura europeia protege o investidor contra o imposto sobre herança (Estate Tax) aplicado a ativos americanos acima de US$ 60 mil. Segundo análises de mercado, essa estratégia pode proporcionar um ganho adicional de aproximadamente 1% ao ano em relação a ETFs tradicionais dos EUA. Especialistas ressaltam, contudo, que a alocação em Treasuries deve ser pautada pela preservação de capital e pela busca por uma renda previsível, recomendando cautela e seletividade diante do atual cenário macroeconômico global.
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