Waller sinaliza pausa do Fed em setembro e Treasuries sobem
A probabilidade de alta de juros em setembro caiu de 63,2% para 50,2%, e o juro de dois anos recuou 5 pontos-base, a 4,33%.
Pontos principais
- Num evento Reuters NEXT Newsmaker na quinta-feira, o diretor do Fed Christopher Waller disse que "os dados recentes sugerem que estamos finalmente vendo alguns sinais de desinflação".
- Waller disse que, se a tendência continuar, estaria "disposto a apoiar a manutenção" dos juros na reunião de setembro.
- Os futuros reduziram a probabilidade de alta em setembro de 63,2% para 50,2%, segundo a ferramenta FedWatch da CME.
- O rendimento dos Treasuries de dois anos caiu 5 pontos-base, para 4,33%.
- O de 10 anos recuou para cerca de 4,75%, depois de disparar a 4,818% na quarta-feira, maior nível desde novembro de 2023; o de 30 anos ficou em 5,23%.
- O índice do dólar caiu mais de 0,5% na quinta-feira, para cerca de 99.
- Waller apontou o CPI de agosto, previsto para 11 de setembro, como o dado decisivo, e não o relatório de emprego.
O tom de Waller contrastou com o do presidente do Fed, Kevin Warsh, que uma semana antes, em Jackson Hole, sinalizou que o banco central poderia ter de agir se a inflação seguisse alta. A divergência explica por que os futuros passaram de uma alta praticamente precificada para uma moeda ao ar.
No câmbio, o iene caminhava para uma alta semanal de 2,3%, com investidores aumentando as apostas numa alta de juros do Banco do Japão. Economistas consultados pela Reuters esperam alta mensal de 0,4% no CPI cheio e de 0,2% no núcleo.
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