Inflação nos EUA desacelera para 3,5% em junho e reduz aposta em alta de juros
CPI cheio cai 0,4%, maior queda desde abril de 2020; chance de alta do Fed em julho recua de 47% para 17%.
Pontos principais
- CPI cheio caiu 0,4% em junho, maior queda mensal desde abril de 2020.
- Inflação anual recuou para 3,5%, ante 4,2% em maio; núcleo em 2,6% no ano.
- Chance de alta de juros em 29/7 caiu de 47% para 17% (CME FedWatch).
- Gasolina caiu 9,7% no mês, principal causa da queda do índice cheio.
- Warsh disse que o FOMC manteve os fed funds em 3,5%-3,75% em junho.
O CPI (índice de preços ao consumidor) cheio caiu 0,4% em junho, a maior queda mensal desde abril de 2020, reduzindo a taxa de inflação anual para 3,5%, ante 4,2% em maio. O núcleo do CPI ficou estável no mês e recuou para 2,6% na comparação anual. A queda foi puxada principalmente pelos preços da gasolina, que caíram 9,7% na comparação mensal. Minutos após a divulgação, as chances de uma alta de juros em 29 de julho, segundo a ferramenta CME FedWatch, caíram de 47% para 17%, e o rendimento (yield) do Treasury de 10 anos recuou cerca de 6 pontos-base.
O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse ao Congresso, em seu testemunho semestral, que o FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto) manteve a taxa dos fed funds em 3,5%-3,75% em sua reunião de junho, e afirmou que o comitê não tem 'tolerância para uma inflação persistentemente elevada'.
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